O Acordo UE–Mercosul pode abrir novas oportunidades comerciais para empresas brasileiras. Mas transformar essas oportunidades em ganho real exige mais do que acompanhar a redução de tarifas.
Durante o Webinar | Automotive Talks: Acordo UE–Mercosul, José Fernando Dantas de Sousa trouxe uma reflexão importante: o acordo precisa ser observado também sob a ótica da origem, da classificação fiscal, da autodeclaração, da governança documental e da estratégia de cadeia de suprimentos.
Em muitos casos, o benefício não estará apenas em importar ou exportar com menor carga tarifária, mas em saber identificar onde estão as oportunidades, quais produtos podem se enquadrar, quais requisitos precisam ser comprovados e como preparar a operação para utilizar o acordo com segurança.
A entrada em vigor seguirá seus trâmites e calendários, mas a preparação das empresas não deve começar apenas quando o acordo estiver plenamente aplicável.
Quem se antecipa consegue revisar processos, estruturar informações e tomar decisões com mais clareza.
Confira os 5 insights de José Dantas, extraídos do Webinar | Automotive Talks: Acordo UE–Mercosul.
1. O acordo vai muito além da redução de tarifas
O principal impacto do acordo não está apenas na economia tributária. Ele pode alterar decisões de sourcing, abrir novos mercados e criar oportunidades para reorganizar cadeias produtivas e comerciais.
2. Origem será um dos principais fatores de competitividade
Cumprir uma regra específica de origem não garante, por si só, o benefício tarifário.Os processos produtivos precisam atender aos critérios previstos no acordo para que o produto seja efetivamente considerado originário.
3. A autodeclaração muda o papel das empresas
Com a autodeclaração de origem, aumenta a responsabilidade do exportador sobre as informações prestadas.Isso exige maior controle documental, rastreabilidade e governança dos processos.
4. Tudo começa pela classificação fiscal
Antes de avaliar qualquer benefício do acordo, é essencial confirmar se a classificação fiscal está correta.Uma classificação incorreta pode comprometer a aplicação das regras de origem e o acesso às preferências tarifárias.
5. Quem se preparar antes sairá na frente
A implementação será gradual, mas a preparação não deve esperar.
Revisar processos, fornecedores e estruturas produtivas desde agora aumenta as chances de aproveitar os benefícios do acordo desde o início.
O acordo cria oportunidades. Mas somente empresas preparadas conseguirão transformar essas oportunidades em vantagem competitiva.