Export Controls possui uma série de crenças incorporadas ao inconsciente coletivo de empresas e profissionais de Trade Compliance.
Estariam essas crenças em convergência com a realidade? Infelizmente, não.
A falta de conhecimento sobre as regras e de Export Controls dos Estados Unidos coloca diariamente a reputação e o negócio de inúmeras empresas em risco.
1 - “Estou no Brasil, e essa é uma regra dos Estados Unidos.”
É verdade que os Export Controls são normas americanas — mas o alcance delas vai muito além das fronteiras dos EUA.
Se a sua empresa usa tecnologia, software, componentes ou know-how de origem americana, já existe um nexo jurídico com a legislação dos Estados Unidos.
💡 Na prática: um produto fabricado no Brasil com motor americano, um software com código dos EUA ou uma tecnologia desenvolvida com suporte técnico de lá — todos esses casos podem estar sujeitos ao controle do BIS.
2 - “Minha empresa é pequena, os EUA não vão perceber.”
Esse é um equívoco frequente.
As autoridades americanas não olham o tamanho da empresa, mas o tipo de operação e o risco envolvido.
O BIS e o DDTC já aplicaram penalidades a empresas pequenas e médias por falta de programa de compliance, ausência de registro ou falhas de controle interno.
💡 Na prática: uma empresa brasileira de médio porte que fornece peças para uma multinacional pode ser auditada ou até excluída da cadeia global se não comprovar que adota controles básicos — mesmo sem exportar diretamente.
3 - “Eu não exporto itens dos EUA, então isso não me afeta.”
O erro aqui é entender “exportar” apenas como vender para fora.
Os Export Controls regulam reexportações, retransfers e transferências de tecnologia, inclusive entre empresas do mesmo grupo ou dentro de um mesmo país.
💡 Na prática: enviar um software americano para outra filial, compartilhar desenhos técnicos com engenheiros de outra nacionalidade ou incorporar um componente americano em um produto local — tudo isso pode configurar uma operação sujeita ao EAR.
Eai? #Mito ou #Verdade?